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Efemérides

1855 – Carta de Lei aprova o contrato para construção do caminho de ferro de Lisboa a Sintra

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Em 1854 o Conde de Claranges Lucotte, empreiteiro francês que se dedicava à construção de obras públicas, manifestou o seu interesse na edificação de uma linha de ferro entre Lisboa e Sintra, argumentando possuir um estável apoio financeiro, que resultaria da constituição de uma Companhia em Paris. O contrato assinado para o efeito a 30 de Setembro (de 1854), foi aprovado em 26 de Julho de 1855 e consubstanciado em Carta de Lei, assinada em Sintra, no Palácio da Pena, por D. Fernando II, Regente do Reino, sendo publicada no Diário do Governo nº 198 de 23 de Agosto.

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1895 – Fundação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme

efemeride-1985-bv-almocageme1A Associação dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme comemora no corrente ano (2015) 120 anos de existência, sendo a terceira mais antiga do Concelho de Sintra. A constituição desta Associação permitiu não só aumentar o número de corporações de bombeiros existentes no Concelho, para além de Sintra e Colares, ambas formadas em 1890, como também dinamizar o seu contributo na segurança às populações, especificamente no combate a incêndios.

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1255 – D. Afonso III concede Carta de foro do Reguengo de Colares a Pedro Miguel e a sua mulher Maria Estefânia

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1255 – D. Afonso III concede Carta de foro do Reguengo de Colares a Pedro Miguel e a sua mulher Maria Estefânia, datada de 16 de Maio

 

A “Carta de foro” era um documento medieval, através do qual os monarcas da Primeira Dinastia regulamentavam a vivência local das populações, sendo atribuídas geralmente após as conquistas e início do povoamento, para que a autoridade da soberania régia fosse reconhecida.

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1385 – A população de Sintra adere à causa do Mestre de Avis

efemeride-tritao-1385A crise de 1383-1385, originada no decurso de um procedimento de sucessão régia, traduz-se num período de grande instabilidade política, social e militar, durante o qual Portugal lutou pela sua independência.

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1945 – O Arquitecto Norte Júnior projecta o Cineteatro Carlos Manuel

olgacadaval 02Projectado pelo Arquitecto Norte Júnior e datado de 1945, o velho Cineteatro Carlos Manuel, situado no Bairro da Estefânia, foi remodelado e transformado no Centro Cultural Olga Cadaval, inaugurado no dia 13 de Outubro de 2001, depois de ter ocorrido um incêndio em 1985.

Inserido no período áureo da construção de salas de cinema em Portugal, é um edifício de tardia feição modernista com elementos “Art deco”, enquadrável na tipologia do denominado teatro à italiana, com uma evidente sobriedade ao nível da fachada tripartida, estruturas de metal e vidro que não passam de apontamentos geométricos embebidos na parede frontal e, ao nível do interior, uma sintonia com esta proposta algo espartana que não dispensava a sofisticada qualidade dos materiais.

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1545 – D. Catarina, mulher de D. João III, institui a Confraria da Santa Casa da Misericórdia da Vila de Sintra

capela misericordiaA Confraria da Santa Casa da Misericórdia de Sintra foi instituída pela rainha D. Catarina, esposa do rei D. João III, entre Março e Julho de 1545. Como benemérita da vila de Sintra – compromisso inerente ao próprio cargo de rainha -, foi responsável por um número considerável de obras operadas no concelho. Uma das acções que patrocinou foi a construção da igreja da Misericórdia de Sintra, por volta do mesmo ano da criação da irmandade, à qual, mais tarde, e por ordem do soberano, se anexou o Hospital do Espírito Santo e a Gafaria. Durante o quarto de século seguinte não temos notícias relativas ao importante complexo ali erguido o que pode indicar que tudo correu a favor da normalidade, ou que, pelo menos, não terão ocorrido alterações significativas à estrutura original.

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1565 – D. Álvaro de Castro reforma a medieval Igreja Paroquial de São Pedro de Penaferrim

igrejasaopedroA igreja matriz de São Pedro de Penaferrim deverá remontar ao século XIV. São escassas as fontes que nos permitem sustentar esta afirmação, contudo subsistem alguns indicadores. A igreja de São Pedro de Canaferrim, situada intra-muros do designado “castelo dos mouros”, começou a perder protagonismo ainda no século XIV.

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1355 – Fundação da Igreja da Penha Longa

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O Mosteiro de Nossa Senhora da Saúde da Penha Longa fora uma circunscrição administrativa eclesiástica regular conventual integrante da instituição canónica da Ordem monástica de São Jerónimo, localizada no sítio homónimo da Serra de Sintra e funcionalmente existente entre c. 1355 e 1834.

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Forais de Sintra: 1154 E 1514

Após a conquista definitiva de Lisboa, no ano de 1147, pelos exércitos de Afonso I de Portugal, acompanhados por numerosos cruzados, Sintra, isolada, entregou-se sem luta, como se pode ler no texto atribuído ao cruzado Osberno: «Tomada a cidade [de Lisboa] após dezassete semanas de cerco, os de Sintra entregaram-se ao rei, depois de rendida a guarnição do seu castelo».

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1383

1383Em 1383, o Castelo dos Mouros, sob a tutela do governo militar de D. Henrique Manuel de Vilhena (1340-1390), Alcaide-Mor de Sintra, Conde de Seia, de Sintra e de Montalegre, Senhor de Oeiras e de Cascais, bem como tio materno do falecido D. Fernando I (Lisboa, 1345 – Lisboa, 1383), 9º Rei de Portugal, declara lealdade à causa sucessória dinástica da Infanta D. Beatriz (Coimbra, 1373 – Toro, c. 1412), Rainha consorte de Castela e Pretendente herdeira do Trono português, tendo sido então cercado e conquistado por um exército de 300 lanças comandado por D. Nuno Álvares Pereira (Crato, 1360 – Lisboa, 1431), 2º Condestável de Portugal, 38º Mordomo-Mor do Reino, 7º Conde de Barcelos, 3º Conde de Ourém e 2º Conde de Arraiolos, e em nome de D. João (Lisboa, 1357 – Lisboa, 1433), Mestre da Ordem Militar de São Bento de Aviz e Regedor e Defensor do Reino.

1373

dfernandoIEm 1373, D. Fernando I (Lisboa, 1345 – Lisboa, 1383), 9º Rei de Portugal, promove a reedificação consolidante do Castelo dos Mouros, no contexto da reconstrução requalificante castrense das fortalezas da Província da Estremadura, por conselho do Vedor da Fazenda João Anes de Almada e sendo Alcaide-Mor de Sintra Pedro Afonso.

1283

São MiguelEm 1283, o clérigo João Soares Alão (c. 1245 – c. 1310) (posterior Bispo de Silves em 1297 a 1313 e de Leão em 1313 a 1316, e fundador da Capela de Santo Eutrópio e do Hospital da Igreja de São Bartolomeu de Lisboa) é apresentado pelo padroado régio como Prior da Igreja Paroquial de São Miguel do Arrabalde de Sintra.

smartinhoEm 1283, é promulgado o estatuto canónico ou a ordenação da Igreja Paroquial de São Martinho de Sintra, outorgando-se João Pires como vigário perpétuo, e Mestre Garcia Martins, Geraldo Eanes e Salvador Martins como raçoeiros.

Dezembro de 1253

Igreja-S.-Pedro-PenaferrimEm 10 de Dezembro de 1253, é lavrado o Traslado do limite e demarcação das Igrejas da Vila de Sintra, documento canónico acordante da redefinição fronteiriça jurisdicional das quatro Freguesias paroquiais sintrenses de São Miguel e Santa Maria do Arrabalde, São Martinho e São Pedro de Canaferrim, desde a separação estabelecida aquando da divisão canónica dos respectivos padroados eclesiásticos em 1241 ou da outorga do foral pelo Rei D. Afonso Henriques (Guimarães, c. 1109 – Coimbra, 1185) em 9 de Janeiro de 1154.

Maio de 1093

efemeride1903Em 8 de Maio de 1093, o régulo muçulmano Al-Motawakkil 'alâ Allah Abu Mohammad 'Omar ibn Mohammad ibn 'Abd Allah ibn Maslama, soberano da dinastia aftásida do Reino ou Taifa de Badajoz, entrega o domínio territorial do Castelo dos Mouros em Sintra a Afonso VI o Bravo (1039-1109), 17º Rei de Leão, 2º de Castela, 19º da Galiza e 1º Imperador das Espanhas, em troca de efémera protecção face à inevitável invasão ibérica dos Almorávidas magrebinos.

Em 8 de Maio de 1093, o régulo muçulmano Al-Motawakkil ‘alâ Allah Abu Mohammad 'Omar ibn Mohammad ibn ‘Abd Allah ibn Maslama, soberano da dinastia aftásida do Reino ou Taifa de Badajoz, entrega o domínio territorial do Castelo dos Mouros em Sintra a Afonso VI o Bravo (1039-1109), 17º Rei de Leão, 2º de Castela, 19º da Galiza e 1º Imperador das Espanhas, em troca de efémera protecção face à inevitável invasão ibérica dos Almorávidas magrebinos.

713

8 de Maio de 1093Em 713, inicia-se a conquista islâmica do território sintrense pelo general berbere Tarik-ibn-Zyad, que atravessara o Estreito de Gibraltar com um exército e derrotara o Rei Rodrigo (c. 687 – c. 714) na Batalha de Guadalete dois anos antes, extinguindo assim a secular monarquia visigótica ibérica e também gerando o consequente movimento político-militar resistente da reconquista cristã.

Verão de 1802

1802

No Verão de 1802, os Príncipes Regentes D. João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança e Bragança (Lisboa, 1767 – Lisboa, 1826) e D. Carlota Joaquina Teresa Caetana de Bourbon e Bourbon (Aranjuez, 1775 – Queluz, 1830), 9ºs e últimos Príncipes do Brasil, 15ºs Duques de Bragança, 9ºs Duques de Beja, sendo ele também Grão-Prior do Crato da Ordem Militar do Hospital de São João de Jerusalém, 19º Condestável de Portugal e 4º Senhor da Casa do Infantado, visitaram eventualmente a Quinta de Seteais, então a convite do seu respectivo proprietário, D. Diogo José Vito de Menezes Noronha Coutinho (1739-1803), 5º Marquês de Marialva e 7º Conde de Cantanhede, Estribeiro-Mor do Reino e Camareiro-Mor da Corte, que comemorou o evento mandando edificar um arco triunfal neoclássico, coroado retratista e legendado latino – unificando assim ambos os corpos simétricos residenciais com uma reconhecida celebração panegírica – sob eventual intervenção escultórica de Francisco Leal Garcia e segundo projecto arquitectónico de José da Costa e Silva.