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DE MANUEL MONTERROSO PARA TOMÁS JÚLIO LEAL DA CÂMARA

demanuelmonterrosoAUTOR: Eugénio Montoito
EDIÇÃO: C.M. Sintra, 1997
• Cartonado
• Com ilustrações
• 301 Páginas
P.V.P.: 29,93 €
Impressão Gráfica: Europam, Lda.
D.L. 114857/97

De Manuel Monterroso para Leal da Câmara: Epistolografia Particular. Antologia epistolar facsimilada com coordenação de Eugénio Montoito e publicada pela Câmara Municipal de Sintra em 1997. Estudo de transcrição paleográfica descrita e anotada de 80 documentos gráficos da relação entre Manuel Monterroso e Tomás Júlio Leal da Câmara, duas figuras importantes da geração de humoristas e caricaturistas portugueses nos finais do século XIX e inícios do século XX. Manuel Monterroso nasceu em Amarante em 1876 e aí morreu em 1968, estreando-se caricaturista no jornal humorístico portuense “MIAU”, além de Médico e Professor de Anatomia Artística e Higiene na Escola Superior de Belas Artes do Porto, bem como respectivo Delegado de Saúde Municipal, sendo ainda condecorado pelo Estado com a Ordem Militar de Santiago. Tomás Júlio da Costa Leal da Câmara, professor revolucionário e artista irreverente de desenho, caricatura, ilustração, design, pintura, jornalismo e figurinismo, nascido em Pangim (Nova Goa, Índia Portuguesa) em Novembro de 1876 e chegado a Portugal em 1882, torna-se um jornalista satírico através do desenho caricaturista impiedosamente anti-monárquico (que não poupava a figura do Rei D. Carlos), foi contemporâneo e amigo de Aquilino Ribeiro, bem como defensor da causa social. Fora homenageado com a atribuição do seu nome a três escolas na Freguesia de Rio de Mouro (uma primária, uma musical e outra secundária) e a sua viúva, D. Júlia Leal da Câmara, organiza e conserva a sua Casa-Museu com todo o respectivo legado artístico, sob critérios museológicos de exposição e divulgação, e doando-os à Câmara Municipal de Sintra, em 1956, enquanto espaço público musealizado e inaugurado oficialmente a 2 de Junho de 1957, como um dos mais importantes no Concelho de Sintra e pretendendo preservar a perenidade da memória saloia da região sintrense.