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Número 2

O Conceito de Património Cultural no Século XXI: a Comunicação Social no Processo Coleccionístico de Arte

Assunção Pinheiro Chagas *

 

O Património está ligado – na sua origem – às estruturas familiares, económicas e jurídicas. Com o passar dos tempos e também com a evolução da sociedade, o conceito de Património passou a designar o papel de bens culturais, materiais ou não, adquirindo cada vez mais importância no âmbito do valor económico e histórico.
A palavra Património relaciona-se fortemente com o conceito de herança, ou seja, tudo o que é transmitido, sendo ou não palpável, de geração em geração.
Já presenciámos momentos em que um membro familiar nos deixa uma casa uma peça de arte, um livro, por vezes, mesmo antes de morrer. Esse objecto, a que chamamos “herança”, não é mais que a passagem de Património ao longo das décadas. 

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Notas sobre as tábuas quinhentistas de São Martinho de Sintra e a pintura do Renascimento em Portugal

Pedro Flor *

 

As três tábuas quinhentistas pertencentes ao espólio da Igreja Paroquial de São Martinho de Sintra constituem o objecto central do presente artigo. A propósito deste conjunto notável de pinturas, pretende-se igualmente problematizar alguns aspectos histórico-artísticos com elas relacionados e inserir as referidas obras no contexto mais vasto da produção pictórica dos chamados “Primitivos Portugueses”. (...)

 

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De Tritón a Tritones. Su Iconografía en los Mosaicos Romanos

Luz Neira *

 

Este artigo discute a origem mitológica da Triton e sua evolução na Antiguidade Clássica, que envolve a passagem de uma divindade marinha para o surgimento do grupo de tritões. Como tal, analisa a sua iconografia, particularmente nos mosaicos romanos, tentando seu papel em composições musivas, seus atributos e símbolos, bem como as performances excepcionais com um nome próprio.

 

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Editorial

O Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Sintra congratula-se com mais este passo no caminho do Município rumo à plenitude do século XXI, entendendo, pois, os novos média, hoje, como veículos incontornáveis na comunicação/divulgação com os nossos munícipes e demais cidadãos que podem encontrar, também, na Tritão – Revista de História, Arte e Património um espaço privilegiado de partilha cultural e científica na área das Humanidades e, sobretudo, na preservação da nossa memória colectiva.

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Apresentação

 

A Câmara Municipal de Sintra congratula-se com o lançamento da publicação online Tritão – Revista de História, Arte e Património. Constitui, para nós, motivo de orgulho a procura da excelência editorial que pretendemos imprimir, radicando essa mesma excelência na qualidade científica dos nossos colaboradores, no carácter inédito e inovador dos artigos apresentados, independentemente das temáticas abordadas e da sua abrangência geográfica ou temporal.

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“Sob as Velhas Árvores Românticas”: do Significado de Sintra para Ferreira de Castro

Ricardo Alves *

 

A escolha de Sintra por Ferreira de Castro prende-se intimamente com as linhas de força da sua obra literária, que se liga aos homens com uma sensibilidade permeada pelo justo equilíbrio dos próprios homens entre si, e da vida destes com toda a envolvente natural, vegetal e animal, que lhe dá significado e sentido.

 

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Monte Abraão – A Leitura Possível do Topónimo

Rui Oliveira *

 

Este artigo centra-se na origem do Topónimo, de raiz antroponímica, do Monte Abraão.
Elevação, sobranceira à cidade de Queluz, que integra e completa, a sul, o complexo orográfico da Serra da Carregueira. Este sistema orográfico define uma área bastante acidentada, entrecortada de vales fertilizados pelas abundantes linhas de água que nascem na serra, determinando quer o traço das vias de comunicação, quer, ainda, facilitando a individualização do povoamento humano antigo e a sequente partilha do território.

Quadro geográfico determinante na História Local do Monte Abraão, da relevante e forte presença israelita ou hebraica na região, durante toda a Baixa Idade Média. Presença testemunhada pela toponímia local, como por significativa documentação escrita, contida nas mais importantes Chancelarias Régias.

 

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O Cosmos Carmelita, do «nada» do Monte Carmelo de Colares ao «todo» do Escudo de Armas

Nuno Campos *

 

A partir da realidade da ausência de heráldica carmelita no Convento de Santana em Colares, pretende-se analisar o significado deste vazio e a sua inserção na mensagem do brasão carmelita no século XVI.

 

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A Palavra para sempre perdida: a sua demanda até ao fim em Vergílio Ferreira

Maria de Fátima Bastos *

 

A arquipersonagem dos romances Para Sempre e Até ao Fim de Vergílio Ferreira procura desvendar o sentido da Vida através da palavra perdida dita pela sua mãe moribunda.

O autor reconstruirá o seu percurso de vida num regresso ao lar da infância na Serra da Estrela e tentará a reconstrução do Passado para projectar um Futuro na Serra de Sintra, através do Amor pela Mulher que ele identifica com a própria Natureza e que “hipostasia” a Presença e a Ordem.

 

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Perspectivas Diplomáticas da Corte Portuguesa no Brasil (1808-1817)

Marcos Santos *

 

Neste artigo foram estudadas as perspectivas da política externa portuguesa para com a América do Sul e a Europa, durante o reinado do Rei D. João VI no Rio de Janeiro.

O estudo é feito em torno das posições diplomáticas tomadas pelo monarca que passou a residir no Brasil, após a transferência da Corte.

 

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