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Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção de Colares

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A Igreja Matriz de Colares foi construída na segunda metade do século XVI e consiste num bom exemplar maneirista de “arquitectura chã”.

Na frontaria abre-se um singelo portal, sobrepujado por um janelão pombalino e, ao nível do frontão, rasga-se um óculo. A torre com cúpula e pináculos, à esquerda, está revestida de pedra e permanecem ali quatro sinos, ostentando, dois deles, inscrições e as datas de 1649 e de 1784.

O corpo deste grande templo permanece ritmado por possantes contrafortes de pilastras toscanas simples. No topo da ousia embebem-se dois medalhões tardo-renascentistas em baixo-relevo, representando São Pedro e São Paulo, decerto obra de um mestre local ou de uma oficina incipiente.

No interior, de uma só nave com cobertura em abóbada de berço, destaca-se, para além das capelas laterais pouco profundas preenchidas com talha dourada, o bem lançado arco triunfal projectado por Pedro Nunes Tinoco, em

1638. Enquadrar-se-á igualmente nesta campanha o revestimento das paredes com azulejos do “tipo de “tapete”, a amarelo e azul. Note-se que ali subsistem ainda uma pia baptismal com gomos incisos, datada de 1604; e a pia de água

benta, junto à porta sul, de boa fábrica manuelina que terá pertencido de acordo com documentação coeva a anterior templo devotado a Santa Maria da Misericórdia.

Nos alvores de setecentos, D. Pedro II terá promovido o embelezamento da capela-mor, nomeadamente, o revestimento das paredes com magníficos painéis cerâmicos figurados, da autoria do mestre azulejador Manuel dos Santos, e a construção do grandioso retábulo de talha ao “estilo nacional”, com colunas salomónicas e envasamento de mosaicos florentinos, da autoria de João Antunes.

Bastante arruinada com o terramoto de 1 de Novembro de 1755, foi alvo de intervenção, sobretudo ao nível da cobertura e da frontaria.