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Paço de Belas – Quinta do Senhor da Serra

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A Quinta do Senhor da Serra, também conhecida como Quinta dos Marqueses de Belas ou Quinta do Pombeiro, foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1943. O conjunto monumental compreende o palácio tardo-renascentista, a capela manuelina, anta, santuário barroco e o perímetro florestal.

A história da propriedade remonta à fundação da nacionalidade. Após a conquista de Lisboa, o rei D. Afonso Henriques doou as povoações de Atouguia e Belas a Robert Lacorne. O século XIV pode ter sido o momento em que mais se investiu na propriedade. É muito possível que o grande torreão gótico, de mais de vinte metros de altura, e do corpo áulico animado por arcarias ogivais tenham sido edificados nesse período, por altura do reinado de D. Pedro I. O paço apresenta características muito idênticas àquelas que encontramos na arquitectura áulica desse tempo.

No século XVI houve uma nova campanha. A capela manuelina é testemunha dessa realidade a que se terá seguida uma outra já de sabor plenamente renascentista, como aliás podemos inferir pela observação do “pátio de honra” – construído já no segundo quartel do século XVI. A pureza renascentista encontra-se expressa no balcão de coroamento e no pavilhão ostentando uma cúpula de gomos.

Adossado aos muros do magnífico Paço de Belas subsiste pétreo tanque sob exuberante baixo-relevo seiscentista, bem ao gosto barroco, representando o Castigo de Midas. Muito fragmentado, permanece a descrição que Domingos Caldas Barbosa dele fez em 1799, onde Midas é representado com orelhas de burro e Júpiter se pavoneia diante de Apolo que toca lira.

O tanque exibe amplas guardas laterais e extenso anteparo frontal. Uma ática coluna cilíndrica, com estriados retos, assenta em base de maior simplicidade. O capitel ao estilo clássico, de feição despretensiosa, desfralda caleira simples, rematando-o antigo relógio de Sol.